Gestão de Energia é uma plataforma universal de análise e optimização de consumo de energia.

A sua aplicação permite gerir e optimizar dentro da mesma organização os vários tipos de energia que a mesma consuma, tais como:

  • Electricidade;
  • Água;
  • Gás;
  • Gasóleo;
  • Ar comprimido;
  • Gases Inertes.

O processo de optimização energética divide-se em 3 fases:

Recolha
Recolha de consumos por tipo de energia e áreas de consumo. Por exemplo, para um centro comercial o tipo de energia Electricidade pode dividir-se nas seguintes áreas de consumo: iluminação, climatização, elevadores, etc.;
Análise
Após a recolha dos indicadores, os mesmos devem ser analisados para determinação das áreas a intervir e as medidas e implementar para optimização;
Optimização
Implementação de medidas que permitam a optimização energética. Os resultados devem ser comprovados com base nas novas recolhas dos indicadores.

O Sistema de Gestão de Energia, apresenta-se com uma estrutura modular, sendo constituído por uma unidade de controlo central (PLC), os respectivos elementos de entrada/saída, e por servidores para armazenamento e tratamento da informação recolhida.

A unidade de controlo central é responsável pela execução dos algoritmos e pela recolha das informações remotas. Nas unidades E/S são recolhidas informações do campo e são enviadas as ordens de comando.

A plataforma disponibiliza interfaces com o utilizador, recorrendo a um conjunto de aplicações interactivas de monitorização e manuseamento dos respectivos dados.

Da experiência e capacidade de engenharia da EGAPI, resulta um produto inovador, configurável e escalável, adequado às distintas realidades das nossas infra-estruturas produtivas.

Informação adicional

Electricidade

Relativamente ao consumo de energia eléctrica, aquela que se poderá considerar como o tipo de energia motivador deste sistema de gestão, são considerados os seguintes dados:

  • Energia Activa:
    • Energia nas horas de ponta;
    • Energia nas horas cheias;
    • Energia nas horas de vazio.
  • Energia Reactiva:
    • Emitida;
    • Recebida.
  • Potência de ponta;
  • Sincronismo com a entidade;
  • Período tarifário contratado;
  • Programação horária;
  • Controlo de deslastre de cargas.

No caso específico da electricidade a aplicação disponibiliza as seguintes análises:

  • Diagramas de consumos;
  • Diagramas de potência;
  • Diagramas de pontas;
  • Diagramas de custos;
  • Simulações da facturação do distribuidor.

Água

A EGAPI desenvolveu ferramentas imprescindíveis para a tomada de decisões conducentes à racionalização dos desperdícios nas redes de distribuição de água, e assim diminuir desperdícios e custos energéticos, tanto mais que, uma grande parte da poupança pode ser atingida por simples acções de manutenção e gestão da rede.

O sistema de Telemetria e Telegestão é:

  • Completamente Integrado;
  • Composto por Componentes ‘standards’ de tecnologia;
  • Capacitado para crescimentos verticais e horizontais;
  • Sistema que fornece robustez operacional;
  • Sistema com arquitectura aberta para integração com outros sistemas.

A componente da plataforma Gestão de Energia de Telemetria e Telegestão para Redes de Abastecimento de Águas, inclui equipamentos, software e serviços.

O sistema assenta em duas camadas principais:

  • UTC’s – Unidades de Telemetria/Telegestão e Comunicações;
  • Sistema Central de Monitorização e Gestão de Redes de Abastecimento de Águas.

As UTC’s são sustentadas pela implementação nos pontos de controlo de PLC’s, autómatos, de última geração, com capacidade de conexão de devices analógicos e digitais.

A cada um dos PLC, instalados nos pontos de controlo, são conectados sensores para obtenção de indicadores:

  • Contadores;
  • Pressão;
  • Cloro residual;
  • Nível.

Cada UTC instalado nos vários pontos de controlo permitem:

  • Leitura de Sensores e Contadores;
  • Calibração de Sensores;
  • Armazenamento temporário de dados (períodos de integração);
  • Gestão de Alarmes;
  • Gestão de Comunicações (ADSL / GSM-GPRS);
  • Accionamentos analógicos / digitais;
  • Algoritmos de processo parametrizados a partir do sistema central;
  • Processos de tele-gestão com autonomia local de funcionamento;
  • Capacidade de sinóptico e manipulação local através de consolas industriais.

Este equipamento, pressupõe autonomia de funcionamento, com possibilidade de parametrização de, e a partir do sistema central. Suporta em simultâneo a duas vias de comunicação: rede fixa (ADSL) e rede móvel (GSM/GPRS).

Cada UTC pode ser implementada com uma consola táctil, industrial para disponibilização de um quadro sinóptico bem como a possibilidade de parametrização de calibrações e accionamentos.

O front-end de Monitorização e Gestão de Redes de Abastecimento de Águas permite apresentar, em tempo real, o estado de cada dispositivo de análise, bem como os últimos valores recolhidos.

É possível detectar e identificar graficamente ocorrências verificadas, bem como a evolução verificada nas últimas horas. Os vários UTC’s são apresentados sobre um mapa real com integração Microsoft Virtual Earth.

A utilização desta plataforma garante a utilização de mapas reais, bem como a actualização constante dos mesmos.

Permite definir o nível de detalhe, sendo possível ter uma visão global de todos os dispositivos, bem como uma visão detalhada sobre uma determinada área ou zona.

Para cada dispositivo de análise apresentado, e com base na imagem associada, a análise do estado de cada dispositivo é imediata. Assim, em tempo real será possível visualizar a transição de estado de cada dispositivo inserido em cada UTC.

Disponibiliza ainda um Web Site de exploração de dados tem por objectivo analisar os valores recolhidos num determinado espaço de tempo. É possível efectuar um conjunto de análises sobre os valores recolhidos por:

  • Períodos de integração;
  • Análise diária;
  • Análise mensal.

Auditoria Energética

O módulo de Auditoria Energética, permite de uma forma simples e clara, a consulta das variáveis dos processos ligados ao sistema:

  • Estado das cargas;
  • Histórico de consumos;
  • Histórico de alarmes e ocorrências.

A auditoria está dependente da recolha de dados dos contadores estrategicamente instalados na organização. A recolha de dados poder ser local ou central:

  • Recolha local:

Configuração elementar para uma instalação, a qual possibilita a implementação do sistema de gestão de um ou mais contadores, sobre a rede ethernet local.

  • Recolha central:

O sistema foi desenvolvido de forma a suportar configurações mais exigentes e complexas, como sejam conjuntos de instalações, geograficamente dispersas, com configurações autónomas, mas com necessidade de consolidação de informação para uma gestão e monitorização centralizada.

Os contadores / tipos de energia, bem como as zonas a monitorizar e que serão contabilizados, bem como os períodos ao fim dos quais os dados são passados para a base de dados são parametrizados no software aplicacional.

Os dados de recolha referentes a cada ano estarão disponíveis na aplicação para análise, mantendo-se ou não, conforme as necessidades do cliente históricos das recolhas anteriores a esse intervalo de tempo.

São disponibilizadas tabelas de caracterização e configuração das instalações, tarifários associados a essas instalações e também relatórios de análise de dados. A simulação de tarifários também é contemplada na aplicação.

A caracterização da aplicação por instalação permite que localmente apenas os dados dessa instalação possam ser consultados e analisados.

A implementação de uma base de dados central, com a consolidação de dados relativos a N locais é suportada pelo suporte lógico.

Numa configuração por exemplo, para uma rede de instalações industriais, serviços ou lojas, centralmente os dados de recolha de todos os locais estão disponíveis para consulta e são disponibilizados relatórios onde se poderão efectuar comparações entre instalações da mesma área de negócio.

Controlo e Programação Horária

Principio do Controlo da Ponta Máxima Admissível, esta função permite controlar a ponta máxima admissível em cada período de 15 minutos, período este sincronizado com o período de integração do fornecedor de energia.

O controlo é feito deslastrando cargas sempre que necessário, geralmente cargas não essenciais, e segundo uma sequência que se rege por prioridades previamente definidas pelo utilizador no sistema informático, procedendo à religação das mesmas por ordem inversa.

A opção do Deslastre de Cargas, funcionalidade existente no fornecimento de energia eléctrica, é uma necessidade típica de instalações de cariz industrial.

Com o deslastre de cargas, pretende-se que numa instalação nunca sejam alcançados ‘picos’ de consumo, p.ex. no arranque simultâneo de diversos equipamentos, pois o superar de determinados limites contratados, iria provocar uma indexação do tarifário a um escalão superior.

Assim, a implementação da gestão do deslastre de cargas, possibilita que o mesmo PLC que faz a recolha e registos dos consumos efectuados, faça em simultâneo a gestão por prioridades do alcance destes consumos máximos, de forma a que os limites máximos nunca sejam atingidos com consequentes benefícios na gestão e no custo do fornecimento.

A Programação Horária permite uma programação antecipada, das sequências de deslastre (15 cargas do controlo de ponta) e o ligar ou desligar de mais de 30 cargas denominadas ON/OFF.

Nas arquitecturas configuradas para os sistemas, contempla-se a implementação de autómatos. São autómatos modulares de alta funcionalidade e de dimensões reduzidas.

A família de CPUs, é constituída por 3 modelos base, diferindo entre si apenas o número máximo de I/O passíveis de controlo, memória de programa e memória de dados.

Todos possuem uma porta de periféricos e uma porta RS-232C. Incorporam também um relógio de tempo real. A sua velocidade de processamento situa-se nos 100 nanosegundos (25 MHz).

Software de Gestão e Análise

A aplicação foi desenhada para que todos os elementos constituintes do sistema sejam configuráveis de forma a suportar as inevitáveis dinâmicas das instalações.

A consola interactiva de monitorização e consulta é configurável pelos utilizadores, permitindo a delimitação de áreas e zonas indexadas aos respectivos periféricos de aquisição de dados.

Assim, existem definições no sistema de informação para cada uma das instalações suportadas, respectivos sectores, contadores e PLC's associados, tipo de energia, etc..

  • PLC's: Um PLC é caracterizado pelo endereço IP associado ao mesmo, por uma designação e pelo número de entradas disponíveis, no mesmo.
  • Contadores: Um contador é caracterizado pelo tipo de energia que lê, pelo PLC e entrada do PLC a que está associado. Pelo factores de multiplicação a que estão sujeitos os diferentes valores contabilizados por este, e também pelos diferentes contadores associados.

O sistema suporta a configuração de contadores virtuais, serão contadores cujos valores registados serão obtidos a partir de somas ou subtracções de um ou mais contadores físicos existentes na instalação.

A simples ‘navegação’ com o rato sobre cada uma das zonas definida na planta, permite visualizar o consumo da hora corrente para cada tipo de energia.

Pode ser também visualizado o tempo restante para o próximo período de integração do(s) PLC(s).

O acesso aos dados registados é simples e objectivo, com mecanismos de consulta, visualização e análise de dados.

Todos os conteúdos podem ser consultados em tabela ou em gráfico para uma melhor análise.

Toda a informação pode ser sujeita a ‘filtros’ cronológicos (dia, mês, ano), com análise gráfica comparativa de valores de consumo.

Esta ferramenta de consulta, revela-se um rápido e eficiente método de detecção de «desvios» aos consumos padrão.

São ainda disponibilizadas ao utilizador ‘ferramentas’ de configuração de distintos tarifários, gerando simulações de facturações. Estas revelam-se preciosos auxiliares na conferência de facturas, bem como utilitários imprescindíveis na selecção da melhor configuração de tarifas face aos consumos de cada instalação.

A instalação deste sistema possui outros potenciais como fornecedores de conteúdos de outras ferramentas de gestão. Por exemplo, do registo de consumos detalhado, e portanto tempos de funcionamento, de determinados equipamentos, poderá ser implementada uma base de dados que disponibilize dados concretos e objectivos para a programação e execução de operações de manutenção preventiva.

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